Minha história com as práticas integrativas

Hoje quero contar um pouco da minha história com as práticas integrativas e o autocuidado.

Sou instrutora de mindfulness e conheci a técnica em um momento muito difícil da minha vida, em que entrei em exaustão emocional, em 2014. Na época, estávamos passando por situações difíceis na minha família, e precisei me cuidar para ser mais útil para meus familiares. Eu já tinha uma referência sobre as práticas integrativas, tanto que já passava por sessões de acupuntura ao lado do tratamento medicamentoso, além de praticar yoga.

Ainda no intento de conhecer diferentes caminhos de autocuidado, em paralelo fui iniciada em Reiki I e Reiki II pelo Plínio Cutait. Sempre tive muito claro para mim que as práticas integrativas tem um lugar tão importante quanto a alopatia.

Conversando com um colega com quem praticava zazen sobre nossos temas de estudo, eu no mestrado ele no doutorado, conheci sobre mindfulness. Ele estava na formação para instrutor, e a partir de então comecei a ler mais sobre, até que me interessei e ingressei no mesmo caminho. Hoje a técnica me auxilia na consciência cotidiana, além de me possibilitar conduzir grupos e atender no consultório como psicóloga de modo mais presente e atento.

Essa história com as práticas integrativas está no Blog da MYOM.  A MYOM é uma plataforma de divulgação de serviços de bem estar. Acesse lá para conhecer.

Até mais!

Apoio emocional Covid-19

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Nesse momento de pandemia,  o número de pessoas com ansiedade tem aumentado consideravelmente. Segundo pesquisa do professor Alberto Filgueiras, da UFRJ, os eventos de estresse e ansiedade aumentaram 80% nesse período.

Para cuidar dessa realidade, profissionais de saúde mental tem oferecido apoio emocional voluntário para a população geral.  O Mapa da Saúde Mental mostra alguns destes serviços oferecidos no país. O site para acesso é http://www.mapasaudemental.com.br

Aproveito para divulgar dois projetos que participo:

Projeto Girafeto – Um grupo de psicólogas oferecem apoio emocional à população nessa fase da pandemia por meio de uma conversa. O instagram é o @girafeto.covid19. Se você precisar ou quiser indicar para alguém, o formulário de solicitação está em http://www.bit.ly/girafeto-agenda *Atendimentos encerrados em 10/07/2020

Instituto Maria Helena Franco – O Instituto Maria Helena Franco oferece atendimento psicológico breve e gratuito a enlutados pela COVID-19. Para inscrição, é só enviar um email com nome e telefone para falandodeluto.imhfp@gmail.com

Até mais!

A vista da pandemia

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Quando criança, eu gostava de passar um tempo a contemplar a vista da janela. Via o céu, os pássaros, os carros coloridos e pessoas as mais diferentes andando pela rua. Esse hábito se mantém até hoje, na fase adulta. Os anos se passaram. Muitas moradas já tive: vi céu, gente, prédio, grama. O hábito de espreitar o lá fora me acompanha pela vida. Em tempos de crise mundial, a vista da pandemia revela diferentes cenários. É preciso desacelerar para ver melhor.

Em nossa cultura ocidental, a atividade de observação perdeu a importância frente à urgência da atividade. Temos que fazer muitas coisas o tempo todo. É chique estar ocupado. É feio não fazer nada “produtivo”. Neste ano, a pandemia se instalou rasgando tudo. Nas primeiras semanas, um movimento um tanto coletivo de realizar mil cursos, praticar todos os exercícios físicos possíveis, falar com todas as pessoas todos os dias. Uma caricatura para o desespero que sentimos no início do isolamento. O distanciamento social escancarou o que tanto nos faltava: tempo. Como usar nossos segundos agora?

Acompanhar as notícias da mídia nos coloca em contato com o número crescente de mortos, o esforço sobrehumano dos profissionais de saúde, a injusta desigualdade social. Temas relevantes que carregam junto a ansiedade e a tristeza que a empatia nos provoca. Com o tempo, muitos passaram a regular o consumo da informação. Perceberam que a overdose de conteúdo pode levar a um sofrimento mental que o isolamento potencializa. Sinto que estamos em uma panela de pressão. O isolamento em casa amplifica tudo: emoções, pensamentos e humores. A gestão de si tornou-se uma atitude fundamental.

A consciência da rotina nunca foi tão importante. Em entrevista à Globo News, a Dra. Maria Helena Franco, psicóloga e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, comenta sobre a rotina como um espaço de controle e autonomia em meio ao caos. As atividades que compõem nosso dia nunca foram tão importantes. A maneira como ocupamos nossa manhã, tarde e noite muito contribuirá na nossa regulação interna. Amyr Klink, navegador com experiência larga em isolamento, mostra como a organização do tempo é vital para a nossa saúde mental.

“Nessas semanas de quarentena, percebi o quão importante é ter rotina. Se não a temos, ficamos nos controlando para ficar em casa, o que nem sempre pode ser bom. Devemos construir uma rotina e estabelecer etapas de paciência. Vamos esperar para ver o que vai acontecer nos próximos sete dias, nos próximos 10 dias, e principalmente usar a cabeça para enxergar o contexto do que está acontecendo”, diz Amyr para a CNN Brasil.

Quem diria… A rotina tornou-se refúgio e foco da nossa contemplação, uma âncora em meio à tormenta. Nos damos conta de que a agitação constante não é muito benéfica nesse contexto, que pode nos levar a mais sofrimento. Na desaceleração vemos com mais nitidez nossa vida, nossas escolhas, nossas atitudes. O isolamento em casa em meio a uma pandemia como a urgência de se manter vivo (e são) no próprio ninho.

Na minha rotina atual, a janela tornou-se vital. Um tempo para focar no que vejo, e não no que penso ou sinto. Preciso enxergar o céu e as pessoas. Todas as manhãs um casal de descendência oriental se exercita no apartamento à frente. Ela faz movimentos que remetem ao Qi Gong em uma bela dança em direção ao sol. Nos dias de sol forte, usa óculos escuros. O marido aposta em exercícios mais acelerados, com polichinelos vigorosos. Em alguns dias ela me vê como expectadora e me saúda com um sorriso. A vista da pandemia revela imagens e cores fortes: o luto, o medo, a ansiedade, mas sobretudo, a beleza do cotidiano dentro e fora de casa, nas entrelinhas do viver.

Este texto foi publicado originalmente no site Felicidade Sustentável. Clique aqui para acessar minha coluna.

Até mais!

Conversa sobre a pandemia

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Foto Annie Spratt

Olá,

Tive o prazer de conversar com a jornalista e coach Chirles Oliveira, do Felicidade Sustentável, para o seu canal. Escolhi abordar o tema das perdas, afinal estou mergulhada nos estudos sobre luto para o meu doutorado. E porque infelizmente temos lidado de forma muito íntima com essa experiência de perda na pandemia Covid-19.

Os lutos são muitos: da nossa rotina, da nossa liberdade, das mortes. Cuidar das perdas para cuidar da vida. Precisamos seguir.

Para assistir é só clicar aqui.

 

Até mais!

O que mindfulness tem a ver com felicidade?

Nessa vida, um dos nossos grandes dilemas é encontrar a felicidade. Enquanto isso, carregamos tudo o que precisamos nessa jornada – objetos úteis, objetos queridos – mas também um conteúdo invisível: julgamentos, representações, expectativas, mágoas. O peso a carregar dependerá da quantidade acumulada ao longo do caminho. Talvez a busca pela felicidade, adotando a perspectiva do mindfulness, passaria pelo ato de conhecer tudo o que levamos conosco. Para, quem sabe, avaliarmos se queremos dispensar algo na próxima curva.

Dalai Lama descreve no livro “How To Be Compassionate” os conceitos de felicidade física e mental, sendo aquela relacionada às coisas materiais – nossos apegos às coisas – enquanto o aspecto mental diz respeito ao crescimento espiritual – ao imaterial. A consciência sobre esses dois âmbitos – e seu manejo – pode levar a uma vida mais leve e satisfeita. Em nossa sociedade, a insatisfação constante pode ser celebrada como sinônimo de sucesso, sinal de ambição e “sangue no olho”; por outro lado a eterna inquietação com o presente pode trazer algumas noites de sono perdidas e muito sofrimento associado.

Por vezes interpretamos as experiências desagradáveis como algozes que nos maltratam sem dó nem piedade. É fato que existem adversidades que fogem ao nosso controle, mas quando pensamos na nossa vida corriqueira, de segunda a sexta, nos deparamos com situações em que temos, sim, nossa parcela de responsabilidade. Se não somos responsáveis pelo ocorrido, somos com o que faremos disso. A forma com que lidamos com o que nos acontece dará o tom da nossa visão de mundo.

Da mesma forma, o modo como lemos as circunstâncias é influenciado pelos nossos conteúdos internos. Ao nos relacionarmos com os outros, estamos a todo momento pautados em nós mesmos. Podemos construir, por meio de uma história de vida dura e árida, uma estrutura de rigidez interna, guardando uma tempestade de tristeza e insegurança dentro de si, com marcas profundas vindas do passado. Um peso a ser carregado e dividido com quem vivemos. Trazer a atenção a como nos relacionamos e como carregamos as experiências vividas, boas ou ruins, é um dos convites da filosofia do mindfulness, e que tem tudo a ver com a nossa percepção de felicidade.

Ao mesmo tempo que o convite aqui seja o foco no aqui e agora, isso não significa que devamos ignorar completamente passado e futuro. Afinal, somos hoje, porque nos construímos ao longo do tempo. Além disso, a ideia de um chão futuro nos motiva a alimentar os sonhos e a viver por eles. Swami Nirmalatmananda nos adverte sabiamente sobre o risco da ignorância de passado e futuro que nos leva a um descomprometimento com o vivido e o porvir. Eles existem na nossa mente, mas não devem nos amarrar.

Assim, as práticas de mindfulness nos auxiliam a entrar em contato com nossas emoções e sensações (de quem muitas vezes fugimos, não?) convidando-nos a trazer o foco da atenção a um ponto, em uma postura de abertura e curiosidade. Em meu caminho, essa prática me auxilia a separar o que é meu do que é do outro, abandonando coisas pesadas para seguir em frente com mais leveza, consciência, e encontrando a felicidade com alegria! Às vezes dá certo, às vezes me pego entulhando novamente. Vida que segue. E você? O que tem carregado na sua
bagagem?

Este texto foi publicado originalmente no site Felicidade Sustentável. Clique aqui para acessar minha coluna.

Até mais!

 

Filme Divertidamente

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Olá,

Primeiro, atenção! Aqui comento cenas do filme, spoiler na veia! Se preferir, assista primeiro ao filme para conhecer a história.  :)

Considero a realização e divulgação do filme Divertida Mente um ato de coragem! O filme trata da história de Riley, uma adolescente que passa por diversas experiências quando sua família muda-se de uma cidade para outra dos Estados Unidos. O turbilhão de emoções da menina que, além da mudança de cidade, passa pelas transformações típicas da adolescência, é apresentado no filme de forma muito madura, mas também divertida.

Para a realização do filme, o pesquisador Paul Ekman foi consultor científico do filme para orientar quanto à abordagem das emoções na mente humana. Seu trabalho investiga como nos afetamos pelas emoções e como elas atuam no nosso organismo.

Como psicóloga, tenho como principal material de trabalho justamente as emoções. Anos e anos observando o comportamento e a mente humana, e tentando pensar no melhor caminho rumo ao autoconhecimento. No filme, vemos o comportamento de cada emoção: raiva, alegria, tristeza, nojo e medo. Em um primeiro momento, tenderíamos a gostar mais da alegria: mais bonita, vibrante, engraçada, boazinha. E aí penso que o filme ganha os meus louros.

A protagonista do filme é a… Tristeza. Sim. Azulzinha, cabisbaixa, um tanto pessimista. Mas, na aventura que se desenrola no filme, onde Tristeza e Alegria entram no subconsciente de Riley e conhecem todos os conteúdos mais secretos da menina, que percebemos a riqueza do filme (e percebemos uma grande chave para o nosso caminho de autoconhecimento).

A sociedade de consumo é conhecida por destacar como principais características a alegria, a aceleração, a intensidade. Portanto, nessa sociedade não existe espaço para o inverso: tristeza e vagarosidade. O desfecho do filme nos apresenta o reconhecimento da tristeza,  de seu valor e  importância na vida de Riley, como a chave para a integração psíquica da menina.

Em minha experiência pessoal e profissional, percebo o mesmo caminho. Quando reconhecemos todas as nossas emoções, quando aceitamos a sombra que Jung conceituou, o inconsciente e a repressão conceituados por Freud, então podemos nos integrar. Podemos viver de forma autêntica. Nossa vida é uma palheta de cores, vamos do branco ao preto todos os dias. Precisamos de sabedoria para identificar esses movimentos e dosarmos nossas reações cotidianas.

A tristeza é tão importante quanto a alegria. A doença é um sinal da saúde. E assim vamos integrando e caminhando. Desintegrando e reintegrando, do caos a ordem. Todos os dias.
Até mais!

Inspirações cotidianas

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Olá,

A newsletter Inspirações Cotidianas é uma iniciativa que tem como objetivo  disseminar reflexões de autocuidado. Em um mundo onde vemos tantas mensagens agressivas e negativas, por que não falar de resiliência, compaixão e autoconhecimento?

No mês de outubro abordamos o tema da Criança. Quer ler? É só se cadastrar aqui ao lado!

Até mais!

Encontros de mindfulness

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Olá,

A parceria com o Leela Yoga segue a todo vapor! Todo mês teremos uma prática de mindfulness. Uma hora de prática e conversa sobre o que é mindfulness, e os desafios de cultivar a presença no cotidiano. Estão todos convidados!

A prática de novembro acontecerá no dia 30/11 às 20hs. O Leela Yoga fica na Rua Monte Alegre, 695, Perdizes. São Paulo.

Para ficar por dentro das datas a cada mês, é só enviar um email para contato@claudiacomaru.com.br.  Aliás, já estamos no site do Leela, quer conferir? É só clicar aqui.

Até mais!

Mindfulness na GE

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Olá,

E setembro terminou em silêncio com uma ação do Zenklub na General Electric. Conversamos sobre ansiedade no mundo corporativo e possíveis formas de lidar com ela. Praticamos o silêncio, falamos das facilidades e dificuldades nessa prática. Quando silenciamos a fala, podemos ouvir mais claramente nosso mundo interno.

Até mais!

Mindfulness no Leela Yoga

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Olá,

Com muita alegria retomo a parceria com o Leela Yoga neste mês de agosto! Amanhã farei uma palestra na unidade do Leela Yoga, em Perdizes, sobre mindfulness e sua prática diária. Nela, também apresentarei mais uma edição do curso Mindfulness no Cotidiano, que acontecerá no final do mês. E ainda nesta semana, no sábado, nos veremos novamente a céu aberto! Uma aula de yoga e meditação no Ibirapuera, com as queridas professoras de yoga Ana Paula Cavalcanti e Valesca Mendes. No final da prática de yoga, eu facilitarei uma prática de mindfulness. Praticar com elas no Ibirapuera já é maravilhoso! E agora ainda contribuindo no final, é alegria total! Vamos?

Informações gerais:

3/8 – Palestra Mindfulness no cotidiano, no Leela Yoga. End: Rua Monte Alegre, 695. Perdizes. Inscrições em contato@claudiacomaru.com.br. Evento gratuito. Confirme a sua participação no evento do Facebook aqui.

5/8 – Yoga + Meditação, no Ibirapuera. Parque da Paz, às 15:30h. Evento gratuito. Confirme a sua participação no evento do Facebook aqui.

19 e 20/8 – Curso Mindfulness no Cotidiano, no Leela Yoga. Informações em contato@claudiacomaru.com.br

 

Até mais!